Nem sei mais se sei se sou sã... Só sei que sou só tal qual a santa Solta no altar Sem saber se é sã ou rã... - Viro tua fã - Lanço a mente torpe em insanidades dementes Dormentes... Carentes do teu querer Tal qual o ente que pede a mão Tem fome do teu olhar Doente do amor insano que não tem Mas que teima em desejar...
Entre folhas secas de outono Gritos, ladainhas... Enquanto berro, chega o inverno... Desenrolo então novelos de lã Bebo o vinho, tinto E continuo mentindo Como que num sussurro Que quando a primavera vier Todos os dias serão um verão Iluminados e felizes como têm de ser O ser...